segunda-feira, 30 de julho de 2007

OS DEZ MANDAMENTOS PARA UM CHEFE DESTRUIR A EMPRESA

Apresento a seguir dez mandamentos importantíssimos para um chefe destruir a empresa sem fazer força:

1ª LEI – A CENTRAL DE CENTRALIZAÇÃO Você é um chefe e está atrás desta mesa enorme não é à toa. Você tem que ficar sentado aí o dia inteiro. Os outros é que devem vir até você... Arme-se logo contra os espertinhos independentes... Crie a Central de Centralização, ou seja, a sua própria mesa. Tudo deve passar por você. Não deixe nada de fora. Afinal, essa é a sua função. Crie o “Você Decide” na sua empresa, onde todos têm que ligar para o seu número telefônico e pedir autorização. Não deixe escapar nada, nem mesmo se algum funcionário deve receber vale-transporte para ônibus, metrô ou bicicleta. Controle tudo.


2ª LEI – A INTELIGÊNCIA BURRA Valoriza sempre os funcionários "puxa-saco”. Aqueles que fazem tudo aquilo que você manda, do jeito que você manda. Bom funcionário é aquele que faz exatamente o que
você quer.





3ª LEI – A COMUNICAÇÃO A comunicação é sua fonte de poder e de mais ninguém. Um chefe sabe muito bem que quanto mais explicar como funcionam as coisas, menos os funcionários entenderão. Quanto mais se explica, mais desconfiados eles ficarão, mais facilmente sabotarão as suas idéias, mais rapidamente darão risadas pelas suas costas. Ora, você é um excelente chefe, então por que tolerar isso? Os seus funcionários não têm e nunca vão ter capacidade para entender os detalhes técnicos ou gerenciais. Isto vale dizer que quanto menos você se expor e menos falar, mais eles vão trabalhar e produzir.

4ª LEI – O CLIENTE EM PENÚLTIMO LUGAR “Cliente tem sempre razão”
desde que concorde com suas idéias. Adote esse pensamento. Essa história de ficar preocupado com aquilo que o cliente deseja é pura tolice. O cliente nunca sabe o que quer, sempre causa transtorno, reclama de tudo sem razão alguma, cria sempre problemas de toda ordem. Portanto, em vez de gastar tempo e dinheiro procurando saber o que ele deseja, faça aquilo que for mais interessante para a sua administração. O cliente não entende do seu negócio. É um leigo. Não sabe nada de Gestão e só dá opinião errada. Você tem sempre razão e uma desculpa pronta para dar em diversos idiomas.

5ª LEI – O FUNCIONÁRIO EM ÚLTIMO LUGAR Um chefe que se preze tem a obrigação de valorizar o funcionário. Depois, é claro, de ter valorizado todo o resto. Colocar o funcionário como prioridade só traz despesas extras. O importante são os processos. Os funcionários têm que se adaptar a sua realidade. Não se preocupe em formar equipes ou times competentes e comprometidos com a sua empresa. Ninguém dura para sempre.

6ª LEI – CRIATIVIDADE Para uma empresa funcionar cada vez
melhor e produzir cada vez mais, o chefe deve investir em criar atividades. Criar cada vez mais atividades para seus funcionários, a fim de não deixá-los um minuto sequer ociosos. Faça-os controlar o consumo de clips, canetas, borracha, lápis, papel, envelopes e xerox no setor. Exija um relatório mensal dos produtos consumidos e um “Business Plan” anual de consumo. Com essas tarefas sendo criadas, você verá a produtividade aumentar estrondosamente.

7ª LEI – SOLUÇÃO DE CONFLITOS Conflitos sempre existirão. Então por que perder tempo para resolvê-los? Os conflitos devem ser ignorados. Um bom chefe não pode perder tempo, produtividade e dinheiro com pequenos detalhes. Afinal, em cada conflito os funcionários sempre passam a defender um dos lados e transformam um desentendimento sem importância em uma comoção descontrolada. E além disso, os conflitos sempre criam fofocas e boatos que facilitam as condições e os relacionamentos de trabalho. Quando os conflitos aparecerem, faça de conta que eles não existem. Seu tempo é precioso demais para isso.


8ª LEI – POLÍTICA SALARIAL Mostre aos seus funcionários o custo total de despesas com pessoal. Comece a reformular a política salarial da sua empresa: corte os vale-transporte – caminhar faz bem à saúde. Essa decisão é importantíssima. Contenção de despesas começa com os salários e benefícios. Não esqueça de mostrar o quanto a empresa gasta com contribuições para o governo. E se algum funcionário engraçadinho pedir aumento de salário, demita-o.

9ª LEI – MOSTRAR RESPEITO Cada pessoa que trabalha para você é um indivíduo. Por isso eles não precisam de elogios, precisam de críticas para trabalhar mais e mais. As pessoas gostam de ouvir que elas não estão trabalhando direito, isso incentiva mais o trabalho. Critique tudo e todos.

10ª LEI – AUTORIDADE Os funcionários precisam de certa autoridade para realizar o seu trabalho. Eles precisam saber que é você que manda. Crie um clima de tensão. Assim eles vão trabalhar mais e não vão ficar passeando pelos corredores ou setores vizinhos. Se você pegar algum funcionário fora do seu setor de trabalho, dê uma suspensão de 10 dias. Sua autoridade é poder.





Se seu chefe se encaixou em algum desses mandamentos é hora de começar a pensar em mudar de emprego. Lembre-se: é com o chefe que as pessoas convivem no dia-a-dia. Chefes que sabem liderar pessoas são peças importantíssimas para um ambiente de trabalho estimulante, saudável e criativo. Ao contrário, chefes despreparados para lidar com pessoas perdem em produtividade, criatividade e, conseqüentemente, em resultados. É o chefe que orienta as pessoas, ou, desorienta. É o chefe que as ajuda a crescer ou a estagnar. O chefe tem o poder de melhorar, ou piorar, sensivelmente, a vida de seus subordinados. Depende dele, em grande parte, os aumentos, promoções, oportunidades e o avanço profissional de todos os que a ele se reportam. Se o chefe souber lidar com as pessoas, for competente, orientar e aproveitar o que elas têm de melhor, for líder e justo, os subordinados vão gostar cada vez mais da empresa. Mas, se o chefe for autoritário, desmotivador, não souber estimular e se não tiver as qualidades profissionais e humanas básicas, as pessoas vão deixar a empresa na primeira oportunidade.



Por fim, algo que faz toda a diferença: um bom chefe é a alma do negócio, pois ele define, inspira e impregna o ambiente de trabalho.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

ETIQUETA EMPRESÁRIAL II

Estilo e etiqueta na vida profissional
Quando se fala nas qualidades de um profissional estratégico, imediatamente associamos fatores como a especialidade em gente, resultado e mudanças, conhecimento técnico e boa experiência. Mas, nos últimos anos, as organizações têm exigido de seus profissionais um requisito adicional: uma boa imagem - traduzida por estilo pessoal marcante e boas maneiras. Comportar-se adequadamente na vida profissional, expressar suas ideias com clareza e saber evitar os "escorregões" sociais as temidas gafes são aspectos cada vez mais observados pelos empregadores e que vem ganhando peso nos processos seletivos. Recentemente, numa seleção para o cargo de gerente administrativo-financeiro, o currículo de um profissional destacava-se pela experiência e pelo conhecimento. No entanto, sua voz transmitia impressão de arrogância e prepotência. Essa imagem poderia causar sérios problemas de relacionamento com empregados e clientes e, consequentemente, prejuízos à empresa contratante. Um exemplo prático de como o estilo pessoal está diretamente associado à competitividade do profissional no ambiente de negócios.
É extremamente sério este assunto, pois os futuros candidatos não se preparam adequadamente, por simples falta de informação. Bem, aqui você vai ter sempre orientação e informação de comportamento e etiqueta empresarial.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Primeiro emprego está cada vez mais difícil

A saída é ter um diferencial
Fábio Almeida tem 20 anos e acaba de conquistar seu primeiro emprego. Desde o começo deste ano ele trabalha como atendente de loja na Magazine LUIZA. "Comecei como temporário no final do ano passado, trabalhei duro e fui efetivado em fevereiro, para atuar na nova filial ".
Fábio pode se considerar uma pessoa de sorte, já que são muitos os jovens que atualmente engrossam a fila do desemprego. "As chances para profissionais na faixa etária de 18 e 19 anos de conseguir uma colocação eram muito maiores há dois anos. Mas, diante da retração do mercado de trabalho, muitos profissionais só estão conseguindo o primeiro emprego aos 21 ou 22 anos". Não é raro encontrar candidatos com 25 anos que ainda não conseguiram um trabalho formal, com carteira assinada.

Mas por que conseguir o primeiro emprego está se tornando cada vez mais difícil?
Acontece por duas razões: a primeira delas é o desemprego, que acomete todas as áreas e níveis hierárquicos - mas, para quem está entrando no mercado, a situação torna-se ainda mais complicada. Já a segunda razão é as exigências de qualificação e experiência, que estão cada vez maiores. "Hoje em dia, o jovem precisa ser fluente em inglês e ainda ter um segundo idioma, que na maior parte dos casos é o espanhol. Além disso, as empresas querem um candidato que tenha se formado ou esteja saindo de uma faculdade de primeira linha - leia-se USP, FGV, PUC, Unesp, e outras de renome -, domínio de informática e experiência anterior".

Uma incoerência pedir experiência de um jovem que acaba de sair da faculdade e está começando a carreira?
Você pode se perguntar, apesar de estranha, a solicitação é mais comum do que se imagina, e ocorre com mais freqüência nas áreas Administrativa, Financeira e Contábil. "Muitas empresas contratam um estagiário mas na verdade querem uma mão-de-obra barata, por isso pedem a experiência". Ao invés de entrar na empresa para aprender e adquirir conhecimento, o estagiário acaba trabalhando tanto quanto qualquer profissional - mas ganhando muito menos e muitas vezes sem qualquer ligação formal com a empresa.

Qual é a saída?
Invista nas suas competências - não só as técnicas, mas principalmente as comportamentais. A dica vai primeiro para os pais: "O ideal seria que eles começassem a preparar os filhos desde cedo. Hoje em dia, uma criança de cinco, seis anos já sabe mexer no computador. Quem começa a usar a informática aos 15, 16 anos, por exemplo, já está defasado. Os pais sabem mais do que ninguém a importância dos valores na educação dos filhos. Asseio, pontualidade, ética, cidadania, são todos conceitos que se aprende em casa".


Mas e quem já está quase na idade adulta e quer ter seu diferencial no mercado?
Nesse caso, "Leia muito, vá a museus, conheça outras culturas e idiomas, aprenda a ser líder, empreendedor, criativo, seja flexível, saiba trabalhar em equipe, mantenha sempre uma postura ética, faça um trabalho voluntário". São pequenas atitudes e comportamentos que podem fazer a diferença entre você e outro candidato de um mesmo nível.
Diante desse cenário, tenho orientado os candidatos a ampliar sua qualificação, com a realização de cursos técnicos, de nível médio e superior, bem como cursos de línguas. "Também tenho orientado os profissionais que me procuram a respeito de cursinhos pré-vestibulares oferecidos para a população carente por algumas universidades, bem como na possibilidade de atuarem como voluntários em comunidades carentes, igrejas e associações de bairro, em troca de bolsas de estudo. Importante é ter um diferencial, ser curioso, ir em busca de conhecimento e correr atrás dos seus objetivos".
Mesmo para quem não fez faculdade e está em busca de emprego, ouço sempre a máxima "Não sei fazer nada" não é válida. Afirmo que você não precisa fazer só a coisa sofisticada, e com certeza há alguma atividade corporativa que você possa fazer. "Você sabe fazer café, sabe tirar xerox, sabe atender ao telefone. Por que não começar de baixo e aos poucos ir conquistando seu espaço na organização? Em muitas empresas, a moça do café faz mais falta que o diretor".

segunda-feira, 16 de julho de 2007

PROFISSÕES III

PROFISSÃO: ESTAGIÁRIO

O estágio contribui de várias formas para a formação do estudante, e esta fase da carreira profissional deve ser de experimentação. Enquanto está no Ensino Médio ou Superior, o estudante deve procurar trabalhar na área que deseja, para conhecer a rotina de trabalho e desenvolver-se. "Quando o estudante começa a estagiar, tem a oportunidade de vivenciar a profissão e ver se é aquilo que deseja para sua carreira".Depois dessa identificação do estágio com a carreira, o lado prático da rotina de trabalho passa a fazer sentido, aliada à teoria que o aluno recebe na faculdade. Além disso, uma vez na empresa, ele passa a ser treinado, instruído e pode usar isso como uma vitrine – podendo ser lembrado para novas oportunidades dentro e fora da instituição na qual se encontra.

O PAPEL DA EMPRESA
O contratante deve prover gestores e/ou tutores preparados para receber o estagiário e acompanhar suas atividades, porque muitas vezes aquele é o primeiro emprego do estudante e ele está lá para aprender. "O gestor é fundamental para que o estagiário tenha um primeiro contato positivo com o ambiente profissional". O supervisor direto deve preparar-se para desenvolver as habilidades do estudante, tirar o máximo dele. A própria empresa valoriza este tipo de profissional – aquele que sabe preparar os futuros colaboradores, ou seja, o capital intelectual da empresa. O estudante quer trabalhar em uma empresa conhecida, aprender muito e ser efetivado, o que implica em uma oportunidade de fazer carreira. Quando é efetivado, encara isso como um reconhecimento e muda até mesmo a forma como ele encara a empresa, pois as responsabilidades aumentam e, por conseqüência, o comprometimento. "O processo de efetivação é o degrau para o primeiro emprego".

DRIBLANDO A FALTA DE EXPERIÊNCIA
Por não conhecer o mercado, o aluno pode sentir insegurança e ter dúvidas com relação à realização de uma tarefa, mas isso deve ser encarado com naturalidade. No momento da insegurança, o melhor é mostrar-se pró-ativo e interessado. As competências comportamentais são analisadas, por isso é importante mostrar-se disposto a aprender e assumir que não sabe executar determinada atividade. "Esse é o tipo de pessoa que as empresas estão buscando. Aquele que fica acanhado, tímido e erra por não perguntar é descartado". Outra característica valorizada nos estagiários é o fato de não terem nenhum "vício de mercado" e, por isso, podem ser aculturados aos negócios da organização com mais facilidade. O estágio como porta de entrada para a carreira em grandes empresas. "Quando você está pleiteando uma vaga de estágio, está em busca de conhecimento e crescimento". O empresário tem que acreditar que existem muitas vantagens de se trabalhar com estudantes: "Manter o setor sempre atualizado, eles conseguem aplicar no trabalho coisas que estão aprendendo agora na faculdade. Nós aprendemos com eles! É uma troca de experiências". É importante desenvolver as competências do estagiário e prepará-lo profissionalmente, porque ele pode vir a ser efetivado e tornar-se parte do quadro da empresa. "Ele não pode virar mão-de-obra barata, nem ficar restrito a atividades operacionais. Pelo contrário, deve agregar valor à empresa também."

CONQUISTE SEU ESPAÇO
Para aqueles que estão em busca de uma oportunidade, dou algumas dicas simples:

1. Elabore um bom currículo: destaque os conhecimentos adquiridos na graduação e, caso tenha, incluir experiências anteriores.
2. Divulgue seu currículo!
3. Faça networking: converse com seus colegas que já fazem estágio para saber sobre novas vagas dentro das empresas em que trabalham. Conversem também com seus professores, eles podem indicar boas oportunidades.
4. Durante a entrevista, demonstre comprometimento, interesse e foco na sua carreira.
5. Cuidado essencial: quando for chamado para uma entrevista, procure vestir-se formalmente e evite o uso de gírias e jargões.


NOVA LEI A CAMINHO
Na última semana do mês de junho, foi aprovado na Câmara dos Deputados um projeto de lei que prevê 30 dias de férias anuais remuneradas para estagiários. Agora, as mudanças serão submetidas ao Senado Federal com o objetivo de revogar a lei nº6.494. Entre as novas regras está também a redução da jornada de oito para seis horas de trabalho - período que pode ser reduzido pela metade em época de provas. "A redução da carga horária é positiva. O estagiário vai ter mais tempo para estudar". Para os universitários de cursos em que o estágio não é obrigatório, as empresas terão de pagar bolsa mensal e vale-transporte – de acordo com a nova legislação. Por outro lado, as mudanças serão mais difíceis para os alunos do Ensino Médio, pois haverá uma grande diminuição do número de estagiários que podem ser contratados. Se a lei for aprovada, fica determinado que empresas com até cinco funcionários podem contratar um estagiário em nível médio e aquelas que têm de cinco a dez colaboradores, dois estagiários. Empresas maiores podem ter 20% de seu quadro formado por esses estudantes. Isso prejudicará os estudantes do Ensino Médio, que precisam estar matriculados para poder estagiar. "O jovem no Brasil deixa de estudar para trabalhar. O estágio dá a oportunidade de estudar e ter uma renda". Assim, essas alterações podem motivar ainda mais os alunos a trocar os estudos pelo emprego, agravando ainda mais o índice de desemprego entre pessoas de 16 a 24 anos.

* Naísa Modesto é jornalista.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Trabalho Infantil

Trabalho infantil gera lucro pra quem explora

Trabalho infantil gera lucro pra quem explora, pobreza pra quem é explorado, faz parte da cultura econômica brasileira e está diretamente ligado ao trabalho escravo. A quem incomoda a luta contra o trabalho infantil? Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho escravo. Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho degradante. O combate ao trabalho infantil incomoda a quem lucra com o trabalho infantil, a quem lucra com o trabalho escravo e a quem lucra com o trabalho degradante.
A quem incomoda a dignidade humana; a quem incomoda a beleza, a resistência, a sensualidade, a honestidade, a capacidade de organização do pobre; a quem incomodam a imagem bonita dos menos favorecidos? A quem incomoda a denúncia das injustiças da pobreza? Incomoda aos ricos e incomoda a uma parcela da classe média. Pra existir um rico quantos pobres tem que existir? Perguntou-me um dia um carvoeiro, cansado de trabalhar, desde criança.
Ataliba dos Santos estava cansado de não assinar a carteira, não estudar, cansado de mãos... E cansado de não ter respostas. Enquanto fotografava pensava a quem interessa o desequilíbrio social? No Brasil, o trabalho infantil não é conseqüência da pobreza, mas sim instrumento financiador dela. Empregar crianças significa lucro fácil. A exploração infantil gera o desemprego dos pais, trabalho escravo, crianças doentes, subnutridas, morando em precárias condições, prejudicadas na sua capacidade intelectual e no seu direito à educação, lesadas no seu direito ao lazer, ao carinho, à alegria; sem infância.
“A gente custa muito pra entender que nasceu pra ser peixe de engordar gato que engorda rico e, em casa, a gente fabrica com todo amor os próximos peixinhos. Pra fugir disso, botei todo mundo pra estudar, mas sinto um aperto no peito porque sei que o ensino é muito ruim. Filho de pobre, mesmo depois de estudar um, dois, quatro anos, continua analfabeto. “As palavras de José dos Santos, carvoeiro na região do serrado, em minas Gerais expressão a luta para mudar uma realidade.
José dos Santos está tentando romper uma corrente perversa que alimenta uma cadeia de trabalho degradante nas carvoarias brasileiras, assim como nos sisais, nas fazendas, nos canaviais, nas pedreiras e em vários setores do segmento rural que alimentam indústrias urbanas. O trabalhador que vive em trabalho degradante ou análogo a escravo, é, na sua imensa maioria, analfabeto, e foi explorado como trabalhador infantil. Aconteceu assim com seus pais e seus avós. O caminho normal é acontecer com os filhos e netos.
Infelizmente, ainda não existe no Brasil uma política social que faça a associação entre trabalho infantil e trabalho degradante, análogo a escravo ou escravo, de forma a romper esse círculo. A realidade é que o trabalhador escravo de hoje foi o trabalhador infantil de ontem. A realidade do trabalho nas carvoarias brasileiras merece uma análise diferenciada. Muitas vezes o trabalho não é considerado trabalho escravo, outras vezes sim.
Porém, sempre é um trabalho extremamente pesado e quase sempre, mesmo em casos de carteira assinada, um trabalho degradante. Acaba com a saúde do trabalhador. Muitas vezes, olhar uma carvoaria em pleno vapor é, do ponto de vista humanitário, algo inaceitável.
"Pense bem, quando você ver pela janela do seu carro, aquele garoto vendendo algo, ele pode estar sendo explorado!
Mas onde estão nossos governantes?"

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Repasse

Procure Qualidades em Vez de Defeitos
Nem sempre é possível escolher nosso chefe. É raro conseguir trabalhar para quem a gente quer. Em muitos casos, temos que trabalhar com quem não queremos. Gente de temperamento difícil, exigente demais ou implicante demais. Se você estiver nessa situação, experimente fazer o oposto. Em vez de formular uma lista dos defeitos do chefe, faça uma lista de suas qualidades. Se não conseguir fazer uma lista, tente encontrar pelo menos uma qualidade. Veja no que essa qualidade contribui com o seu trabalho e use isso como uma porta para abrir um novo canal de comunicação com ele. O empreendedor de carteira assinada não se apega às diferenças e divergências. Em vez disso, procura encontrar pontos em comum para se aproximar das pessoas e construir relações.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

EVITE AS GAFES

Etiqueta Empresarial

Aplique em sua vida pessoal, social e em sua carreira profissional, as dicas abaixo, retiradas do meu livro "Etiqueta Empresarial: Ser Bem Educado é...", o livrarão de muitas "saias justas" e farão com que você se mostre para as pessoas como alguém que pensa sempre antes de falar e, acima de tudo, procura escolher o comportamento correto para cada contexto:


1.Saiba guardar segredos. Seja mesmo um túmulo!
2.Avise sempre antes de visitar alguém, mesmo que a "passadinha" seja rápida.
3.Guarde discrição sobre relações amorosas; estas revelações só comprometem e prenunciam dissabores futuros.
4.Observe o sigilo das correspondências e telefonemas alheios, inclusive de parentes próximos e, principalmente, do cônjuge.
5.Elimine de vez o hábito de mascar chicletes, comportamento "sem classe" para todas as idades e circunstâncias.
6.Risque da sua vida o uso do palito de dentes. A higiene bucal deve ser feita no toalete.
7.Passe ao largo dos assuntos pessoais. Invasão de privacidade é sempre desrespeitosa.
8.Adote o palavreado limpo, abstendo-se da linguagem de baixo calão (palavrões). A falta de higiene verbal revela falta de higiene mental.
9.Ao bocejar, tossir e espirrar, faça-o discretamente, colocando a mão na frente da boca. Assoe o nariz também com a máxima discrição.
10.Tire os óculos escuros para conversar com as pessoas - o interlocutor deve ver os seus olhos.
11.Jamais ria dos outros - as pessoas nunca se esquecem de quem zombou delas...
12.Ao conversar, não fique olhando o relógio insistentemente, demonstrando estar com pressa, mesmo que esteja...
13.Bata na porta antes de entrar em qualquer aposento e ensine isso aos seus filhos, desde bem pequenos.
14.Saiba que empregada, namorado e marido das amigas não se roubam.
15.Apague o cigarro antes de entrar no elevador.
16.Conserve à distância mínima de 50 centímetros do interlocutor - este espaço é considerado "zona íntima".
17.Adote vestimenta discreta em funerais e missas de sétimo dia. Deixe os visuais produzidos para as festas.
18.Mantenha distância do doente que se encontra acamado. Visite e leve revistas atualizadas, mas não toque nele.
19.Só jogue lixo no local adequado. Caso não encontre uma lixeira, guarde o que tiver que ser jogado fora até encontrar uma.
20.Não assobie em público; é vulgar, sobretudo para as mulheres.
21.Não aponte coisas e nem pessoas com o dedo. Este comportamento considerado ofensivo em várias culturas.
22.Quando alguém espirrar, fique calado e não diga "Saúde!".
23.Mesmo sendo o médico responsável por uma UTI, saiba quando e onde não atender o
celular .


*Maria Aparecida Araujo é consultora em Comportamento Profissional, Etiqueta Social.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

TI - Tecnologia da Informação

Os problemas e as soluções para ter êxito nesse mercado em constante evolução
Em tempos de crise, desemprego, inadimplência e nosso governo abrindo o seu “saco de maldades”, ainda têm no setor de informática vagas bem remuneradas e falta de gente qualificada para ocupá-las e, por um outro lado, demissões em massa. Parece um paradoxo. Porém, é um fato concreto e por que não dizer sádico nos dias de hoje.
Mas que tipo de emprego sobra e onde estão as pessoas para ocupá-lo? Qual o motivo de, mesmo com falta de pessoal, acontecerem demissões nas empresas de Tecnologia da Informação - TI? Vamos às questões e suas soluções:


Questão 1: O fato de a informática possuir talvez a taxa mais alta de reciclagem e evolução. Desnecessário dizer que, no prazo de um ano, temos mudanças radicais e fantásticas, tanto do ponto de vista de máquinas como de programas. Portanto, estudar, formar-se e parar de aprimorar-se significa cair fora do mercado em um prazo máximo de dois anos.
Solução: Ler, estudar e aperfeiçoar-se o tempo todo. Mesmo que determinada tecnologia não seja utilizada por sua empresa hoje, amanhã, fatalmente, ela será e, se você não possuir o conhecimento, poderá ser dispensado e não conseguir outro trabalho que necessite desse conhecimento.

Questão 2: Nossos cursos superiores, em sua grande maioria, estão totalmente fora de sintonia com a realidade do mercado. Colocando de lado as faculdades puramente comerciais, mesmo as mais sérias padecem de currículos desatualizados, que não são suficientes para formar mão-de-obra pronta para o mercado. Isso ocorre, em parte, por culpa dessas instituições, e, em parte, por culpa de um sistema de fiscalização governamental, que coloca todo tipo de barreira burocrática para melhorar os conteúdos dos cursos.
Solução: Procurar cursos de extensão e certificação profissional ligado aos fabricantes das tecnologias.

Questão 3: Atualmente, muitas empresas de informática servem apenas para recrutar no mercado pessoas preparadas e explorá-las ao máximo, sem reciclar ou apoiar esses profissionais. Verdadeiros gigolôs seduzem pessoas com ofertas de "salários" altos e depois de algum tempo (lição 1) as descartam e saem à procura de outras mais sintonizadas.
Solução: Se sua empresa não investe em você, não espere, mexa-se! Procure outro lugar para trabalhar ou faça a sua parte correndo atrás de sua reciclagem e aperfeiçoamento. Lembre-se do dinamismo da área: dois anos parado é fatal para qualquer profissional de TI.


Questão 4: Os profissionais conhecem e dedicam-se apenas aos bits e bytes, deixando de lado noções de administração de empresas, economia básica, relações humanas e chegam até a não entender o negócio e a missão de seus empregados. Esse é um dos maiores problemas do pessoal de tecnologia. Existe uma tendência de quanto mais gabaritado o profissional, mais alienado ele é. O famoso "nerd" pode ser simpático e folclórico nas histórias, mas no mundo real ele é evitado e desprezado.
Solução: Procure conhecer a sua empresa, o que ela faz e como são seus negócios e seus valores. Nenhum profissional de Tecnologia da Informação poderá ajudar a sua empresa se não a conhecer profundamente. Leia jornais, informe-se sobre a economia, a política e a sociedade em que vive. No mundo globalizado, a informação é peça-chave e tudo está interligado. Sua profissão e seu emprego dependem disso. De nada adianta você ser um técnico capacitado e ignorar por completo o mundo à sua volta.

Finalmente, não seja uma pessoa reclusa.

É importante a concentração no horário de trabalho, porém, os relacionamentos com seus colegas e superiores muito vão ajudá-lo em sua carreira. Portanto, seja sociável e cultive amizades, dentro e fora de sua empresa e, principalmente, não feche portas. A área de TI é baseada em informação e pode ter certeza que nela tudo circula muito rápido. O seu desafeto de hoje pode perfeitamente ser o seu futuro colega ou chefe.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

TENDÊNCIAS

CUIDADO: PODEM ESTAR VIGIANDO SEU PERFIL NO ORKUT!

Às vésperas de comemorar três anos de existência, o site de relacionamento Orkut parece ampliar ainda mais as formas de contato entre as pessoas. De uma ingênua página que possibilita reencontrar velhos amigos, conhecer novas pessoas e compartilhar interesses, o site parece estar se transformando numa ferramenta cada vez mais útil para a vida profissional.
O número de comunidades que ofertam vagas de emprego se multiplica e as próprias empresas começam a fazer buscas para saber do candidato muito mais do que ele revela durante uma entrevista. Uma pesquisa recente da empresa Viadeo, realizada com 2 mil consumidores e mais de 600 empregadores na Internet, revela que um em cada cinco empregadores faz esse tipo de busca e 59% deles afirmam que o "dossiê" levantado após uma pesquisa no Orkut pode influenciar na seleção de um profissional.
Além do Orkut, também são levadas em conta páginas no MySpace, Facebook (site de relacionamento pouco popular no Brasil), blogs e até vídeos no YouTube. Todo esse intercâmbio com o mundo virtual pode influenciar na hora de buscar um emprego.

CUIDADO COM O SEU PERFIL

Entre as interações mal-vistas na rede estão as comunidades ligadas ao consumo excessivo de álcool e aquelas que pregam desrespeito ou desinteresse pelo trabalho. Mas não são as únicas. Um recrutador pode analisar seu perfil e considerar que suas preferências não estão alinhadas à filosofia da empresa ou, pior, pode considerá-las pouco éticas. Gláucia Santos, consultora de RH da Catho Online, afirma que "o profissional pode passar aspectos extremamente negativos por meio de comunidades de conteúdo discriminatório, sexual ou relacionado a práticas ilícitas." Cientes desse risco, muitas pessoas optam pela criação de mais de um perfil, ou seja, criam uma página para contatos profissionais e outra para relacionamentos pessoais, evitando qualquer tipo de constrangimento na hora de procurar emprego. O técnico em informática e estudante Marcos Lavorato, que atua na área de desenvolvimento Web, acredita que o candidato deve ser o mais verdadeiro que puder ao colocar suas informações pessoais. "Tente ser o mais transparente possível, mas sem exageros.". Ele dá o conselho com base na sua própria experiência. "Já me fizeram uma proposta pelo Orkut para um trabalho como freelancer. Acabou dando certo. Até hoje falo com essa pessoa e já fizemos outros trabalhos juntos", conta.

CONTRATANTE OU SHERLOCK HOLMES?
A pesquisa, realizada internacionalmente, parece ser um aviso para aqueles que não acreditavam nesse tipo de "investigação" feita por algumas empresas. Nem todas as informações pessoais contribuem para a desclassificação de um candidato. Cerca de 13% dos empregadores entrevistados pela pesquisa da Viadeo tiveram boas surpresas com os perfis verificados e decidiram contratar os profissionais. Gláucia, da Catho, afirma que "a maior ação que o Orkut representa hoje na empregabilidade refere-se à identificação de perfis dos profissionais, uma vez que o mesmo apresenta uma série de informações - ainda que de forma superficial - sobre suas aptidões e interesses." Lavorato, por sua vez, acredita que o Orkut pode auxiliar os recrutadores. "É uma forma de achar pessoas qualificadas, descobrir qual é o estilo de vida delas e se podem se encaixar no perfil que a empresa procura, baseado nas informações cadastradas", comenta.

NAVEGANDO EM BUSCA DE UMA OPORTUNIDADE

Para quem já descobriu na Internet uma ótima aliada na busca de emprego, o Orkut virou mais uma fonte, mas é preciso tomar cuidado: assim como as demais informações publicadas no site, as vagas podem ser falsas ou omitir detalhes importantes - pois não se pode assegurar a procedência de 100% delas. A questão que envolve confiabilidade dos dados ainda é um grande obstáculo. Apesar de parecer um bom lugar para buscar oportunidades, Lavorato acredita que o Orkut não é a melhor ferramenta para isso. "Você lida com todo o tipo de pessoa e com certeza há aproveitadores que, muitas vezes, tiram proveito da ingenuidade das pessoas." Para Gláucia, é essencial identificar se há idoneidade na proposta da vaga e buscar referências da empresa empregadora. "Além disso, o profissional deve desconfiar de propostas nas quais seja necessário pagar para realização de testes ou adquirir produtos."

* Naísa Modesto é jornalista da Catho Online.

terça-feira, 26 de junho de 2007

PROFISSÕES II



GESTOR AMBIENTAL
Há alguns anos, a preocupação com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável deixou de ser exclusividade dos ecologistas e entrou definitivamente na pauta de questões prioritárias de governos e empresas. Naturalmente, cresceu a procura por profissionais especializados em planejamento e preservação dos recursos naturais e, com isso, abriu-se um promissor mercado de trabalho: o de especialistas em gestão ambiental ou gestor ambiental.

Esse profissional o é responsável pela definição da política de meio ambiente que a empresa ou instituição, pública ou privada, deve seguir. Entre as suas várias funções estão o planejamento e administração de programas de gerenciamento ambiental, a implantação de certificações, o controle de qualidade e a preservação ambiental.
O gestor ambiental tem três grandes mercados de trabalho para atuar: o primeiro é o poder público (governos federal, estadual e municipal), onde esse profissional poderá lidar com sistemas de licenciamento, gestão de recursos hídricos, proteção de mananciais, clima e biodiversidade, entre outros assuntos. As empresas de consultoria fazem parte do segundo campo de atuação, o gestor terá a oportunidade de realizar estudos ambientais para empresas, sistemas gestão para indústrias e auditorias para as mais diversas certificações ISO, especialmente a 14000, específica para o meio ambiente.Na terceira área de trabalho, estão as grandes empresas, públicas e privadas, que a cada dia necessitam de uma gestão ambiental mais eficaz.
O fato de companhias do porte da Petrobrás, Ford e Aracruz exigirem de seus fornecedores certificação de capacitação ISO 14000 nos processos de fabricação de seus produtos. Em qualquer uma das três opções de mercado de trabalho, a média de ganho mensal de um gestor ambiental está entre R$ 2 mil (iniciante) e R$ 6 mil.
Um pouco de história
O impulso definitivo para a profissão de gestor de meio ambiente deu-se no início da década de 1990, com as inúmeras ações ao redor do planeta em favor do desenvolvimento sustentável. Entre as mais importantes está o surgimento da série ISO 14000, certificação que prova que uma empresa é comprometida com a natureza e o desenvolvimento sustentável.
A partir de então, entraram em alta profissionais que pudessem ajudar as empresas a obterem essa certificação.É claro que, para se chegar à necessidade de uma certificação específica, houve um longo processo. Um recuo até o ano de 1972, para a conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, capital da Suécia, mostra que já naquela época havia uma preocupação crescente com a exploração desenfreada imposta pelo homem ao meio ambiente, em sua procura incessante por recursos naturais, tão necessários para o progresso. Apesar da gradativa conscientização, um enorme susto ocorreu em 1986, quando o planeta foi surpreendido pela explosão de um reator nuclear da usina atômica de Chernobyl, na então União Soviética. Milhões de pessoas na Europa foram afetadas, durante anos, pela radiação jogada na atmosfera. No ano seguinte, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, da ONU, publicou o relatório “Nosso Futuro Comum”. Nesse documento, a entidade criticava o modelo adotado pelos países desenvolvidos e defendia um novo tipo de desenvolvimento, que pudesse ser dividido entre países ricos e pobres. Surgia o conceito de desenvolvimento sustentável. Alguns anos mais tarde, em 1992, o Brasil foi sede do primeiro, e também um dos mais importantes, eventos de meio ambiente e desenvolvimento sustentável: a Rio 92, fórum mundial que reuniu representantes de mais de 170 países. No encontro, surgiram propostas e foram assinados documentos que serviram de norte para o assunto.
Mas a profissão de gestor existe?Por ser uma área relativamente nova, ainda há controvérsia até mesmo em relação à regulamentação da profissão de gestor ambiental. Oficialmente, a profissão não é regulamentada em empresas privadas, o que não quer dizer que não exista. Tanto que em alguns Estados, como o Paraná, profissionais da área estão mobilizando-se no sentido de criar associações que congreguem esses profissionais. Em compensação, em 2002 o Governo Federal aprovou, por meio da lei 10.410/2002, a profissão em alguns poucos órgãos públicos, como o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.Essa situação ainda não aclarada faz com que se discuta também qual órgão se encarregaria por defender os interesses dos gestores ambientais como classe.

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e o Conselho Regional de Administração surgem como interessados. Como o currículo universitário não é padronizado, ambos poderão fazê-lo. Apesar da falta de regulamentação específica, o número de cursos técnicos, de graduação e pós-graduação vem crescendo bastante em todo o país, abrindo várias possibilidades para diversos profissionais, de diferentes áreas de atuação.
Graduação em gestão ambientalMesmo sem a regulamentação, é possível cursar a faculdade de Gestão Ambiental. Em São Paulo, a pioneira foi a Escola Superior de Agronomia Luís de Queiros (Esalq). Vinculada à Universidade de São Paulo e localizada em Piracicaba, a Esalq começou em 2004 sua terceira turma. A duração do curso é de quatro anos.
Os alunos formados em Gestão Ambiental estarão vinculados ao Conselho Regional de Administração, já que o curso tem uma formação básica em administração e especialização na área sócio-econômica, biológica e de manejo dos recursos naturais, O estudante recebe informações básicas sobre flora, fauna, conservação da natureza, sensoriamento remoto, ecologia, poluição dos solos, das águas e da atmosfera e o uso de recursos energéticos. Com isso, poderá elaborar e gerenciar projetos ambientais em empresas do setor privado, ONGs e órgãos públicos.O novo campus da Universidade de São Paulo, na zona leste da cidade, oferece o curso de Gestão Ambiental, mas com foco maior em Ciências Biológicas.
Onde estudar
Técnico - nível superior (dois anos)
Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU São Paulo, SPTel. (11) 5574-0949
nível superior
Esalq
Piracicaba, SP
Gestão Ambiental (quatro anos)Tel. (19) 3429-4158 / 3429-4328
São Marcos
São Paulo, SP
Tecnologia em Gestão Ambiental (dois anos)Tel. (11) 3471-5706 / 3471-5200

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Motivação

Motivos que levam você à Ação
Ano entra e ano sai, mês entra e mês sai, dia entra e dia sai, e as pessoas estão cada vez mais querendo a tal da motivação e o tal do sucesso. Porém, o que mais choca é que elas apenas querem, mas não fazem qualquer coisa. Ficam na intenção, sem ação!
A falta de ação leva ao estado chamado de ponto de equilíbrio da acomodação. Ou seja, “vou levando”, “quem sabe um dia”, “não nasci para ser feliz ou ter sucesso”, “semana que vem vou fazer ou procurar”. Com isto vêm os fantasmas do desemprego, do cheque sem fundo, da falta de grana, de não encontrar a princesa ou o príncipe encantado, do medo de ser empresário, do medo de ser empregado com sucesso, entre outros. Estes fantasmas rondam as pessoas e com isto as deixam infelizes.
A psicologia nos ensina que a motivação é formada pelos motivos que nos levam à ação. O marketing pessoal diz que, se você tem objetivos claros (o que quer ser e ter) na sua vida pessoal, profissional, familiar, espiritual, financeira, econômica, físico mental e social, com certeza você acaba atingindo as suas metas com qualidade. Esses são motivos que levam qualquer ser humano à ação.
Assim sendo, a motivação é algo que vem de dentro para fora. Se você sabe claramente o que quer ser e ter dentro de um espaço de tempo pré-determinado (curto, médio ou longo prazo), com certeza você será muito mais feliz e alcançará a motivação de fato.
Mas, às vezes, as pessoas preferem estar acomodadas e reclamar da vida ao invés de fazer algo. Vamos a um exemplo relacionado a emprego: segundo pesquisas, 70% das oportunidades de emprego de uma pessoa estão na sua rede de relacionamento ou networking. Aí faço a pergunta: as pessoas aproveitam suas redes de contatos, amigos, conhecidos e familiares? Não!
Outro exemplo trata dos pequenos e médios empresários com dificuldade financeira. Uma solução é vender mais e melhor, saindo de traz do balcão e levando os seus produtos e serviços ao mercado, criando visibilidade. Como já dizem alguns ditos populares, “quem é visto, é lembrado”, ou, como dizia nosso saudoso Abelardo Barbosa, o Chacrinha, “quem não se comunica se estrumbica”.
Enfim, as vendas estão caindo e o empresário não sabe o motivo. Ele pode perguntar isto ao seu cliente ativo e ao seu ex-cliente. Pode fazer uma pesquisa de opinião e satisfação do mercado. Talvez ele descubra a razão de as vendas estarem baixando. Se não for bem atendimento, o quê ele deve fazer? Promover treinamento imediato para a equipe ou para si mesmo, como dono do negócio. Às vezes, vem a pergunta: onde e como posso fazer isso? Existem muitos órgãos que têm como missão ajudar as pequenas, médias e grandes empresas, como associações de classe, sistemas de pequenas e médias empresas e assim por diante. Eles têm a solução, mas precisam ser procurados para ajudar. Procure na sua concorrência quem está tendo sucesso, inspire-se e aprimore. Ação de novo!
Algumas pessoas falam de crise, choram e reclamam. Mas existem povos no mundo que visualizam a crise como uma grande oportunidade de aprender, crescer, desenvolver, mudar, aprimorar, agir, quebrar paradigmas, inovar, ser criativo, ser diferente, identificar e mostrar suas vantagens competitivas. Resumindo, visualizam e vão à ação.
Quem não tem problemas hoje em dia? Porém, quantas pessoas conhecemos que estavam no fundo do poço, ou mais abaixo ainda, e conseguiram sair e dar a volta por cima? Elas acreditaram em si e continuaram com planos, objetivos e metas. Hoje, estas pessoas são tidas como pessoas felizes e de sucesso, mas muitas vezes ninguém sabe o que elas passaram para conseguir dar a volta por cima e ser, com certeza, muito melhor.
Mágica, fé e oração também ajudam, sim! Mas, em primeiro lugar, é preciso conhecer seus objetivos, suas metas e colocá-los no papel, para curto, médio e longo prazo. Com isto, há motivos suficientes para ir à ação, com motivação. Intenção e ação de fato = felicidade e sucesso!
Quer ser feliz e ter sucesso? Levante da cadeira é faça acontecer. Acredite em você e Ação!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

COMUNICADO AOS MEUS LEITORES

Caros Amigos Leitores,

Hoje vou colocar uma informação ao alcance de todos. Para todos que se interessarem, enviarei por e-mail, uma relação de sites de empresas que recebem por Internet currículos. Estas empresas além de estarem prestando uma grande contribuição para a sociedade em geral, estão aceitando principalmente currículos para os jovens sem experiência, preocupados com a oportunidade para o Primeiro Emprego. Claro que elas querem sempre o melhor candidato, e assim após o cadastramento, todos sofrerão o processo de seleção. Então mãos à obra e se preparem para a concorrência.

Agora para receber está lista atualizada, vocês teram que ler qualquer reportagem aqui posta, e efetuarem um comentário deixando registrado com seus dados, não esqueçam do e-mail atualizado.
Espero pelos seus comentários e criticas, só assim poderei estar melhorando sempre.


Abraços.

Ranolfo Ricioli Junior

terça-feira, 19 de junho de 2007

Primeiro Emprego

Em busca do Primeiro Emprego


Foi-se o tempo em que o diploma universitário, por si só, era garantia de boa colocação no mercado de trabalho e sinônimo de sucesso profissional. Para milhares de recém-formados que ingressam todos os anos no mercado, o sonho do primeiro emprego ganha tons sombrios de pesadelo, tamanha a concorrência e tantas as exigências dos empregadores.


O fato é que, hoje, ter apenas um curso de graduação não basta. Bons conhecimentos em língua estrangeira, domínio da informática, saber trabalhar em equipe e ter inteligência não convencional são alguns dos requisitos exigidos. Mas existe um trunfo, ainda pouco explorado por quem está em início de carreira. "Para conseguir um bom emprego é fundamental saber administrar o seu potencial e o seu aprendizado. É uma atitude básica, mas que muitos jovens estão deixando de lado".

Uma primeira atitude é encarar a concorrência de forma objetiva. "Quem não teve recursos para obter a formação que desejava não deve se deixar abater pelo desânimo". O mais importante para o profissional em busca do primeiro emprego é saber lidar com seu potencial e aproveitar bem todas as possibilidades. Com essa postura em mente, deve-se valorizar as oportunidades que aparecem. Mesmo que o primeiro emprego não seja aquele sonhado durante todo o curso superior, deve-se encará-lo como um degrau em direção a uma carreira promissora. Para o consultor, a melhor atitude é valorizar tudo o que lhe mandarem fazer, aprender a fazer bem feito e sempre da melhor maneira. "Aprenda a tirar proveito de todos os recursos. Escreva um memorando ou carta sempre no computador, envie mensagens pelo e-mail, leia os livros da biblioteca, encare até mesmo as conversas com pessoas mais experientes como fonte permanente de aprendizado".


A forma como o profissional investe no processo contínuo de aprendizado pode compensar até mesmo defasagens técnicas ou teóricas. "O que mais vemos são jovens com imenso potencial, mas que não sabem como administrá-lo. Perdem tempo com leituras inúteis quando poderiam estar lendo algo importante para sua formação profissional. Preferem ficar jogando conversa fora quando poderiam estar estudando ou aprendendo uma nova atividade".
Mudar de postura profissional e empregar melhor seu tempo são atitudes que podem transformar-se em diferenciais competitivos na busca por um bom emprego e uma carreira promissora.

"Requer apenas vontade e não custa nada".

TRABALHO VOLUNTÁRIO

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO VOLUNTÁRIO NA VIDA DOS UNIVERSITÁRIOS
Os estudantes estão se mobilizando, cada vez mais, para os problemas sociais do país . Esse tipo de mobilização é o passaporte que as comunidades carentes tem para experimentar uma qualidade de vida melhor. A participação em projetos e trabalhos sociais é uma ótima oportunidade para ajudar pessoas carentes, e está sendo encarada por muitas empresas como diferencial na hora da contratação. Esta preocupação dos estudantes é compartilhada por uma série de empresas que apóiam projetos sociais e acreditam que as pessoas que participam de projetos voluntários possuem um diferencial.


A Ambev, por exemplo, patrocinou a criação do site http://www.voluntarios.com.br/com.br/, cujo objetivo é orientar o público e divulgar entidades que precisam de apoio.

A TAM também possui em seu formulário de currículo online um campo específico para que o candidato coloque suas participações em projetos voluntários.

Para estas empresas, o universitário preocupado com a melhoria da qualidade de vida das pessoas carentes com certeza será um empresário melhor no futuro, um executivo com bom caráter e ético.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Antonio Ermírio de Morais

Impunidade na escola pública


”Sistemas de avaliação do aluno e dos professores são fundamentais, o que implica flexibilização das gratificações para premiar os bons e punir os maus -coisas que saíram da agenda dos governantes depois do domínio dos sindicatos e das corporações de ofício. Muitas dessas medidas não implicam grandes investimentos, e sim boa administração. Numa palavra: disciplina e modernização do trabalho são essenciais. O resto é demagogia”.
Antonio Ermírio de Morais.



O parágrafo acima é de um texto do Antonio Ermírio de Morais divulgado no Jornal da Tarde. Então ele disse o que está dando errado na educação.Como a escola pública está na mão dos sindicatos, medidas moralizadoras como punir os maus professores saiu da agenda dos governantes.
Mas a má gestão na educação, só tem um propósito, fortalecer a escola particular. Onde a cada ano, a fuga de alunos para a rede particular, aumente desproporcionalmente. Pais desesperados com a má qualidade do ensino público recorrem para outras escolas, para garantir o mínimo necessário.
O “Lobby” é tão sufocante, que são feitas leis favorecendo cada vez mais estes locais de ensino, que mais parecem agencias de bancos, forçando os pais a penhorar os bens como garantia de recebimento. Para isso, e para ser uma boa administração, para a escola pública sair do buraco, precisa CORAGEM.
Medidas moralizadoras, do jeito que está, vai precisar de muito peito, uma vez que a Apeoesp é um dos sindicatos mais ricos do Brasil e com toda a força que o poder econômico lhe dá.
Além disso, o presidente da Apeoesp é agora suplente do Senador Suplicy...Deixaram a coisa chegar neste ponto, agora vai ficar muito difícil.Premiar só os bons.Dai os ruins que são a minoria vão se organizar e fazer manifestações monstruosas e pararão a cidade.
Não sabem voar, é verdade, mas são muitos...São as maiorias.
Criaram corvos, mas agora, que governante terá coragem de arriscar o olho que sobrou? O outro olho, a corporação já furou faz tempo...
Acho, Dr.Antonio Ermírio que o senhor tocou mesmo o dedo na ferida, mas do jeito que está a gente espera um milagre...
Só mesmo por Deus, tirar a escola da mão da corporação parece uma coisa que homem nenhum vai ser capaz. Só há uma solução imediata, a curto e médio prazo para a educação neste país, é o aeroporto.
Todos sabemos que só a educação salva um país. Como dizem que Deus é brasileiro quem o sabe se lembra de nós. Esperemos o milagre para tirar o Brasil desse buraco negro, onde a corporação, nos colocou.